MPPE recomenda reparos urgentes no matadouro público de São José do Belmonte

quarta-feira, 12 de julho de 2017

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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou reparos urgentes no matadouro público de São José do Belmonte, no Sertão. De acordo com MPPE, irregularidades foram constatadas no local e são necessários reparos para que o matadouro possa voltar a funcionar. A prefeitura tem um prazo de 90 dias para atender todas as exigências da Agência de Defesa Agropecuária do estado (Adagro).

Por e-mail, a Prefeitura informou ao G1 que "já estão sendo tomadas as providências cabíveis para realização dos reparos necessários, a aquisição de alguns equipamentos para o abate dos animais e dos EPI’s". A gestão municipal ainda ressaltou que um novo matadouro público deverá ser construído no município.

De acordo com a promotora de Justiça Thinneke Hernalsteens, o matadouro de São José do Belmonte, nas condições atuais, "oferece risco permanente aos consumidores e a todos que trabalham no local".

Segundo o relatório da Adagro, as condições higiênicas oferecidas pelo matadouro, desde a recepção dos animais até a expedição do produto final, são precárias em função da falta de estrutura física e equipamentos adequados para a realização das operações. "O combate às pragas não é realizado; a limpeza e desinfecção do matadouro são insatisfatórias, bem como a higiene das operações de matança, condições de sangria, dentre outras constatadas", diz o MPPE.

As condições trabalhistas oferecidas pelo matadouro também são inadequadas, conforme informou o Ministério. "Os trabalhadores não usam equipamentos de proteção individual (EPIs), trabalham sem camisa, botas e capacetes, expostos ao material orgânico que pode estar contaminado. Por fim, a Adagro identificou a presença de crianças e animais domésticos no local", conforme informou o MP.

As irregularidades incluem ainda pisos esburacados, descarte irregular de resíduos sólidos, equipamentos velhos e danificados, dentre outras falhas no padrão higiênico e sanitário. Segundo a promotora de Justiça Thinneke Hernalsteens, o município deve corrigir todas as irregularidades evidenciadas pela Adagro.

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